Prevalência dos casos de lúpus eritematoso sistêmico no Nordeste
Carla Magnólia Jácome Fernandes
Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ)
Hugo Limeira Henriques
Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ)
Júlia Dutra Soares
Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ)
Kênia de Oliveira Cabral
Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ)
Rebeca Alves Bezerra
Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ)
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Palavras-chave

Lúpis Eritematoso Sistêmico
Qualidade de vida
Complicações

Como Citar

Fernandes, C. M., Henriques, H., Soares, J., Cabral, K., & Bezerra, R. (2019). Prevalência dos casos de lúpus eritematoso sistêmico no Nordeste. Revista InterScientia, 7(2), 80-97. https://doi.org/10.26843/interscientia.v7i2.832

Resumo

O Lúpus Eritematoso Sistêmico é uma doença autoimune de caráter inflamatório multissistêmico com tratamento à base de glicocorticódes e imunossupressores. O trabalho em pauta tem por objetivos estudar a patologia no seu âmbito multissistemático e analisar a incidência e a prevalência do LES no nordeste brasileiro e na capital paraibana. Suas causas e consequências multissistêmicas tem envolvimento das IgG, IgE e dos anticorpos anti-nucleares (FAN), anti-dsDNA e anti-Sm. No sistema nervoso são representadas por, principalmente, disfunções cognitivas e do SNC. No sistema musculoesquelético, causa artralgia (artrose), osteoporose e miosites. No sistema endócrino o LES afeta o eixo hipotalâmico-hipofise-adrenal, e está comumente associado a tireoidite de Hashimoto e, possivelmente, a hiperprolactinemia. Concomitantemente, para maior contextualização usou-se do método de avaliação SF-36, a fim de problematizar o bem-estar geral do indivíduo portador da patologia no contexto nordestino brasileiro. Análise epidemiológica confirma maiores incidência e prevalência da doença em mulheres de idade fértil, com variações regionais a afetar grupos étnicos, circunstância característica confirmada no nordeste brasileiro, com incidência estimada de 8,7 casos para 100.000 habitantes por ano, sendo provável fator agravante ou de risco a intensa exposição de radiação solar, e, no caso específico de João Pessoa, pela elevada mortalidade para mulheres, em cotejo com sexo oposto. Pudera-se concluir, com esta revisão, que o LES é uma patologia crônica que provoca amplo impacto sobre a vida de seus portadores, perpassando desde o âmbito social, psíquico até o nível sistêmico do corpo.

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